Por que talhamos figuras completas e altruístas, quando não passamos de exóticos, egocêntricos traços encobertos por uma bela moldura?
[Escondo-me por entre as hortênsias, que não me desprendem de meus pensamentos, mas embriagam os meus sentidos].
quinta-feira, 19 de março de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Relatos de primaveras passadas

Outrora:
Vim de ontem e trago comigo a aurora do amanhã.
Eu mal conheço o mundo
mas ainda hei de sabê-lo todo
tal qual a palma de minha mão
Sei dos obstáculos e do novo
e não vejo porque temer
quando o que se quer realizar
é vontade de crescer
Se eu quiser sair correndo
não há quem possa me impedir
E se eu pudesse saber o que vai acontecer
assim mesmo eu não iria ouvir
A arte de evoluir é querer voltar atrás
Agora:
Eu já conheci o mundo
interpretando livros e paisagens
Não preciso visitá-lo inteiro
para entender o que se passa nessas ruas
Eu entendo das primaveras
como tu entende de sonhos
Já vivi muitas delas..
Trago comigo muitas rugas
Sei da tua ambição e vontade de mudar
E não vejo vantagem em apenas ganhar
pois, afinal, não foi em minhas vitórias
que aprendi a lutar
E quando você quiser sair correndo, faça-o!
Se minha condição permitisse eu iria junto a ti.
E se eu pudesse ter sabido o que aconteceria,
eu jamais mudaria o que fiz
Sem isso, não teria chegado até aqui.
Eu segui assim, e tu seguirás à tua maneira.
Um dia nos encontraremos, o menino que fui e o velho que sou.
Separados por algumas décadas
e unidos por uma vida inteira
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Dum vita est, spes est
Quase me esqueço de mim mesma
Sobrevivendo pelo seu ar, por sua lembrança
Respirando as últimas fagulhas de vida,
Perco-me entre sorrisos e devaneios
E a noite hoje está tão estrelada...
São teus olhos iluminando minha insônia enegrecida
E o interior meu que se esvai, sem pressa.
Detenho-me aos teus traços descritos por olhos vedados
Sobrevivendo pelo seu ar, por sua lembrança
Respirando as últimas fagulhas de vida,
Perco-me entre sorrisos e devaneios
E a noite hoje está tão estrelada...
São teus olhos iluminando minha insônia enegrecida
E o interior meu que se esvai, sem pressa.
Detenho-me aos teus traços descritos por olhos vedados
E o sono chega, levando mais uma noite minha,
e mais algumas horas..
Mas me deixa mais um dia de novas esperanças,
e uma ponta de incerteza,
afinal, quem sabe o dia de amanhã?
Mas me deixa mais um dia de novas esperanças,
e uma ponta de incerteza,
afinal, quem sabe o dia de amanhã?
terça-feira, 18 de novembro de 2008
sobre idas e vindas (e vidas).
E em um movimento brusco e assaz estrondoso a porta se fechou. Lá se ia ela, levando consigo todos os sorrisos e suspiros dele. E ele ficou ali, estático, perplexo, confuso.Ele teria dado a vida para não perdê-la assim. Teria deixado a seriedade de lado, teria se doado mil vezes mais para não vê-la partir. Ela também teria dado o que de mais precioso tinha para não ter de sair daquele jeito. Queria ter cobrado menos, queria ter sido menos emocional e mais racional, queria ter sido menos insegura. Abandonar era muito difícil, ainda mais a pessoa amada.
Quanto ela tinha desejado e rezado para que isso não acontecesse, mas, que se um dia houvesse que acontecer, que ela ao menos pudesse ter um abraço e as palavras de “boa sorte, eu nunca te esquecerei” do homem o qual agora deixava. Ela queria ter a certeza de que ele a amava, e como ele desejava ter provado isso a ela! Na maioria de seus momentos fora ela que dissera “eu te amo”, fora ela que chorou e riu com gestos simples, fora ela que pediu desculpas.
Nesse momento, tudo que ele queria era voltar no tempo, fazer por ela tudo que um dia ela já havia lhe cobrado e demonstrado que necessitava emocionalmente e ele em poucos momentos havia dado. Mas uma coisa os dois tinham certeza: se amavam, e tinham dado muitas alegrias um ao outro. E era isso que os impedia de partir por completo: seus corações ficariam para sempre juntos em algum lugar de suas histórias. E por este sentimento os dois também lutariam.
Assim, ela parou em frente ao portão e pôs-se a olhar para trás. E ele viu que desta vez, ao menos uma vez, ele teria de correr atrás do que amava. E foi isso que ele fez: saiu correndo. Saiu correndo e abraçou-a, dizendo-lhe que nunca a deixaria ir, ele a amava mais do que a si próprio. E recebendo um sorriso emocionado e um beijo, ele compreendeu que era recíproco. E era para sempre.
Quanto ela tinha desejado e rezado para que isso não acontecesse, mas, que se um dia houvesse que acontecer, que ela ao menos pudesse ter um abraço e as palavras de “boa sorte, eu nunca te esquecerei” do homem o qual agora deixava. Ela queria ter a certeza de que ele a amava, e como ele desejava ter provado isso a ela! Na maioria de seus momentos fora ela que dissera “eu te amo”, fora ela que chorou e riu com gestos simples, fora ela que pediu desculpas.
Nesse momento, tudo que ele queria era voltar no tempo, fazer por ela tudo que um dia ela já havia lhe cobrado e demonstrado que necessitava emocionalmente e ele em poucos momentos havia dado. Mas uma coisa os dois tinham certeza: se amavam, e tinham dado muitas alegrias um ao outro. E era isso que os impedia de partir por completo: seus corações ficariam para sempre juntos em algum lugar de suas histórias. E por este sentimento os dois também lutariam.
Assim, ela parou em frente ao portão e pôs-se a olhar para trás. E ele viu que desta vez, ao menos uma vez, ele teria de correr atrás do que amava. E foi isso que ele fez: saiu correndo. Saiu correndo e abraçou-a, dizendo-lhe que nunca a deixaria ir, ele a amava mais do que a si próprio. E recebendo um sorriso emocionado e um beijo, ele compreendeu que era recíproco. E era para sempre.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Sereníssimo
Trecho de"'O Velho e o Moço" , de Los Hermanos

E quando o que resta não contenta
e até o sorriso é desalento...
meu choro, teu riso
parecem conseqüência
Meu coração dispara,
mas eu não paro
teu silêncio, meu grito
teu murmúrio em minha mente
Vozes, vozes, vozes
ecoam, distorcem, confundem
Ressurgem em mim
transformam a paz e após
o meu laço e os teus nós
Tua tradição me contradiz
tua palavra simplesmente não traduz
o que um dia fomos, mas não mais seremos.
Tão belos quanto o céu
tão alegres quanto a flor
tão sublimes quanto o...
SERENO.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Não sabe pra onde vai, mas sim aonde quer chegar.
Vai seguindo, vai sonhando com o mar.
Deixando pra trás uma vida inteira,
Segue o passo que aprendeu,
E sem sair do compasso, é flor do sonho meu.
Vai chegar onde bem quiser, beija-flor desgovernado,
Há de ser o botão mais lindo do jardim.
Corre para ver o que deseja,
Sonha água, sol e aragem.
É novo o gosto da liberdade, da vontade e do tentar.
E assim vai transformando o mundo em cor,
Colorindo e perfumando as ruas com sorrisos,
Alegrando os passantes, crianças e mendigos.
É passado, presente, futuro. É vida.
Vai seguindo, vai sonhando com o mar.
Deixando pra trás uma vida inteira,
Segue o passo que aprendeu,
E sem sair do compasso, é flor do sonho meu.
Vai chegar onde bem quiser, beija-flor desgovernado,
Há de ser o botão mais lindo do jardim.
Corre para ver o que deseja,
Sonha água, sol e aragem.
É novo o gosto da liberdade, da vontade e do tentar.
E assim vai transformando o mundo em cor,
Colorindo e perfumando as ruas com sorrisos,
Alegrando os passantes, crianças e mendigos.
É passado, presente, futuro. É vida.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Versos Brancos (ou Negros)

Minha vida é preto no branco,
linhas tortuosas cortam meu destino
e traços incertos e descontínuos
são o apoio de minha estrada
Meu caos é porto
sem barcos ou trabalhadores
É surto, é surdo, é insano
O fio entre a loucura e a razão guia meus passos
Correm por minha (i)maturidade os dias
com seus véus úmidos de lágrimas,
os ventos desprovidos de aromas
e as noites sem estrelas
Desenlaçam-se lembranças como flor que abre
o preto de minha vida se mistura ao branco de meus versos
e assim eu pinto de cinza os muros da cidade
Eu olho, mas não vejo
Eu procuro, mas não acho
A música que ressoa é murmúrio
Ao longe o horizonte cala as alegrias de outrora
enquanto eu, aqui
admiro parada a correria de um lugar anestesiado
Não quero compaixão,
seja ela com ou sem paixão
Eu quero dança, eu quero luz, eu quero vida
Eu quero cores!
linhas tortuosas cortam meu destino
e traços incertos e descontínuos
são o apoio de minha estrada
Meu caos é porto
sem barcos ou trabalhadores
É surto, é surdo, é insano
O fio entre a loucura e a razão guia meus passos
Correm por minha (i)maturidade os dias
com seus véus úmidos de lágrimas,
os ventos desprovidos de aromas
e as noites sem estrelas
Desenlaçam-se lembranças como flor que abre
o preto de minha vida se mistura ao branco de meus versos
e assim eu pinto de cinza os muros da cidade
Eu olho, mas não vejo
Eu procuro, mas não acho
A música que ressoa é murmúrio
Ao longe o horizonte cala as alegrias de outrora
enquanto eu, aqui
admiro parada a correria de um lugar anestesiado
Não quero compaixão,
seja ela com ou sem paixão
Eu quero dança, eu quero luz, eu quero vida
Eu quero cores!
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